Psicologia Comunitária
Temática:
- Origens da Psicologia Comunitária
Perspectiva Histórica:
A Psicologia Comunitária incide nos anos 60, pois foi necessário arranjar estratégias para a inserção de pacientes crónicos fora dos Hospitais Psiquiátricos, onde os doentes mentais fossem integrados e apoados.As instituições Psiquiáticas não tinham meios suficientes para apoiar estes doentes, inclusive não tinha sentido estes continuarem internados, pois, precisavam de ser integrados socialmente.
Foi através do presidente Kennedy num congresso em 1963, em que"se defendia a reintegração dos doentes mentais na comunidade", que persistiu um maior empenho no combate à pobreza social.
Ainda, de que após a 2ª Guerra, constatou-se que esta, tinha originado um aumento bastante acentuado de pertubações psicologicas e existia necessidade de existir uma organização de responsabilização social sobre estes.
Este tipo de organização tembem era direcionado ao flagelo social e económico em que as pessoas se encontravam. Iniciou-se então "programas de luta contra a pobreza", encetando o" conceito community control".
Teoria da Crise:
Este conceito de "crise" teve como origem, um incêndio em Boston, nos Estados Unidos da América em que o autor Erich Lindemann ( 1944), deu como conclusão no seu estudo com pessoas ligadas afectivamente com as vitimas do incendio, que "acontecimentos inevitáveis tendem a gerar tensão emocional".
Características de uma crise:
- acontecimento negativo
- acontecimentos vitais ( antecipáveis: mudanças de estilo de vida; novas relações sociais, etc e não antecipáveis: morte familiarperda de emprego, etc).
A crise surge quando:
1º "os métodos individuais para lidar com as emoções e com os problemas exteriores demonstram ser desadequados".
2ª "a crise está relacionada com os recursos do indíviduo a nível material, físico ou psicológico ou dos que lhes estão próximo".
O autor Dohrenwend ( 1978), definiu a crise "como um dos objectivos da psicologia comunitária a compreensão do processo pelo qual o stress gera pertubações emocionais".
Conferência de Swampscott
" O termo de Psicologia comunitária surge em 1965, no ambito da conferência de Swampscott".
Na conferência de Swampscott, foi definida três importantes objectivos:
1º intervir a nível da prevenção primária
2º intervir a nível da comunidade
3º intervir numa perspectiva de mudança
O autor Rappaport, refere que com esta nova psicologia comunitária, existe uma mudança e novo paradigma e na visão deste autor"é fundamental da psicologia comunitária é a sua perspectiva ecológica", novas formas de compreensão nos fenomenos comportamentais a nivel social e política.
Valores Fundamentais da Psicologia Comunitária
Os autores Dalton, Elias e Wandersman (2001) têm sete permissas de "valores fundamentais da psicologia comunitária"
1º o bem-estar individual
2º o sentimento de comunidade
3º a justiça social
4º a participação cívica
5º a colaboração e o fortalicimento comunitário
6º o respeito pela diversidade humana
7º fundamentação empírica
Bem - estar Individual
A psicologia comunitária, conjuga o bem - estar individual com o conjunto de bem estar social e bem estar económico, com o objectivo de compreensão do impacto comportamental associado.
A psicologia comunitária, preocupa-se em promover esse bem estar através de programas em diversas áreas específicas de forma a prevenir e promover a" saúde o desenvolvimento de talentos e competências, o fortalecimento do suporte social, a criação e suporte de grupos de ajuda mútua ou a implementação de programas de intervenção em contextos comunitários".
Sentimento de Comunidade
Este sentimento de comunidade, é alusivo "à percepção de pertença e de compromisso mútuo que liga os indíviduos numa comunidade colectiva ( Dalton, elias e Wandersman, 2001)".
Ainda, que este "sentimento de comunidade dilui e previne os sentimentos de isolamento, solidão e alienação dos indivíduos das suas comunidades".
Ora, subtende-se que nesta visão e perante o autor Ornelas, coexiste entre a comunidade e os indíviduos envolventes neste programa comunitário, uma"relação entre a qualidade de vida dos indivíduos e a da comunidade, pelo que as comunidades forte beneficiam os individuos".
Justiça Social
" A justiça social traduz-se numa preocupação com as questões da igualdade e refere-se à distribuição justa e equitativa dos recursos, oportunidades, participação e poder na sociedade em geral ( dalton, elias e Wandersman, 2001)".
Participação Cívica
" A participação cívica refere-se a processos colaborativos de tomada de decisão nque permitam um envolvimento significativo de todos os membros da comunidade( Dalton, Elias e Wandersman, 2001)".
É reconhecida na especificidade da psicologia comunitária, o valor da interacção cívica, esta participação tem que ser dinamico. Este dinamismo é recomendado e essencial, pois só assim exite a probabilidade do bom desenvolvimento e fortalicimento dos cidadãos e das próprias Instituições Comunitárias.
Colaboração e Fortalecimento Comunitário
Os profissionais dos programas comunitários têm papeis bem definidos e colaborando como grupo, com os mesmos objectivos do bem-estar dos indivíduos e da própria comunidade.
Estes profissionais representam e desempenham papeis facilitadores e não própriamente peritos, pois, a comunidade para ter sucesso com os individuos, tem antes de mais nada ser bem sucedida a nivel constituição dessa comunidade.
O sucesso de uma Instituição Comunitária povem do sucesso individual de cada elemento que a constitui, sendo a soma de todos os intervenientes o resultado final.
Então, o sucesso de uma Instituição Comunitária será o produto do EMPENHO de todos os peritos envolventes.
Respeito pela diversidade
O autor Rappaport (1994), diz que"O respeito e a compreensão da diversidade humana promovem uma nova visão do mundo, em que é percepcionada como um valor positivo.".
No fundamento do meio ambiente, este respeito pela diversidade é claro que tem que existir uma compreensão e respeito pelas difernças individuais.
É importante existir normas e regras sociais bem definidas de forma a que as pessoas possam interagir, dár apreço ao valor dessa comunicação diversificada entre sujeitos de diferentes culturas.
Fundamentação Empírica
É fundamental existir estudos nesta área da psicologia comunitária, para uma melhor "compreensão mais aprofundada dos processos e das dinâmicas dos contextos comunitários"
Estes "Investigadores têm vindo a utilizar metodologias de investigação qualitativas, como narrativas, a investigação etnográfica e a investigação-acção participada (Linney, 2005; Rapport, 2005), que incorporam as diferentes vozes dos stakeholders e intervenientes comunitários".
Nota: stakeholders ( compreensão de todos os elementos envolvidos na associação ou negócio)
2º Teoria do Empowerment
A teoria de Empowerment teve como base o desenvolvimento social, na decada 60 e em que o objectivo tido era o desenvolvimento cognitivo e comportamental do sugeito. As estratégias de Coping, as organizações comunitárias, satisfação pessoal do homem seja a nivel auto-estima seja auto-suficiência, etc.
Conceito de empowerment
A palavra" Empowerment" é um conceito generalizado que "serve" várias disciplinas, tais como: gestão organizacional; desenvolvimento local;política...
O autor Ornelas mostra preocupação na forma como o conceito empowerment pode ser conectado de uma forma menos apropriada, como por exemplo ser visto como um Slogan, sem o conteúdo desejado.
Na psicologia comunitária o conceito empowerment é importante na área de intervenção comunitária, esta concente a relação entre a combinação da especificidade e qualidade das relações interpessoais na comunidade. É um construto multidimensional em que a mudança exite desde a base do seu contexto até ao topo ( botoom-up), variando entre uns e outros consoante a necessidade.
Ornelas salienta que o empowerment é muito interactivo, este ocorre no meio colectivo, sendo um processo interactivo e não uma condição inalterada.
Níveis Individual, Organizacional e comunitário
Os autores Rapport (1984; Zimmerman,2006), têm como empowerment a objectividade no desenvolvimento individual, organizacional e comunitário.
a continuar....
3º Sentimento de Comunidade e Capital Social
4º Ajuda Mútua
Capítulo II- Saúde Mental Comunitária
- Desinstitucionalização
- Sistema de Suporte Comunitário
- Modelos de Serviços de Suporte Comunitário
- Integração Comunitária
- Programas de Integração Comunitária
- Programas de Integração Comunitária
Capítulo III - Ecologia e Psicologia Comunitária
- Analógia Ecológica
- Contributos Teóricos sobre os Contextos Ecológicos
- Príncipios Ecológicos de James Kelly
- Teoria Ecológica e Diversividade Humana
Capítulo IV - Suporte Social
- Origens Teóricas do Suporte Social
- As Definições de Suporte Social
- As Funções do Suporte Social
Capítulo V - Intervenção e Mudança Social
- Intervenção Social
- Desenvolvimento Comunitário
- Exemplos de Programas de Mudança Social
Capítulo VI - Prevenção em Saúde Mental
- Enquadramento Histórico e Conceptual
- Tipologias de Intervenções Preventivas
Capítulo VII - Investigação e Avaliação Colaborativa
- Ciência e Psicologia Comunitária
- Avaliação de Programas de Base Comunitária
Biografias, Sociedades, Programas Académicos e Jornais Científicos
- Biografias
- Organizações nas Àreas da Psicologia Comunitária
- Programas Académicos
- Jornais Ciêntificos
Índice Remessivo de Autores
Índice Remessivo de Conceitos
Bibliografia
A continuar
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