O Apoio Domiciliário é o instrumento de realização da Assistência Domiciliar. É constituído pelo conjunto de acções sistematizadas para viabilizar o cuidado a pessoas com algum nível de alteração no estado de saúde (dependência física ou emocional) ou para realizar actividades vinculadas aos programas de saúde.
Para que este apoio se efectue, são necessários vários procedimentos, entre eles ter em linha de conta os grupos mais vulneráveis (idade avançada, doenças crônico-degenerativas, dependência física ou psíquica, situações terminais e SIDA), reunir todas as informações possíveis sobre a família e o paciente (informações dos ACS - Programa de Agentes Comunitários de Saúde ), reunir materiais apropriados para o atendimento, entre outros.
Outro acto importante para a assistência domiciliar ser bem sucedida é o cuidador. Sem ele não há continuidade da atenção. O cuidador pode ser um membro da família ou comunidade que, idealmente deve actuar como um colaborador para com o utente assim como para a família, pois em geral não tem vínculo legal com a instituição que presta a assistência domiciliar.
Cria-se um vínculo de trabalho solidário para alcançar um mesmo objectivo: manter nas melhores condições de saúde e conforto o utente.
Finalmente, é importante citar princípios que envolvem a assistência domiciliaria:
• Abordagem integral à família;
• Consentimento da família, participação do utente e existência do cuidador;
• Trabalho em equipa e interdisciplinaridade;
• Inserção na política social local;
• Estímulo a redes de solidariedade;
• Etc.