“- Corri atrás dela e dei-lhe sete facadas.
- Porquê?
- Porque só à sétima é que ela caiu.”
(Frase extraída de um recluso, num estudo de Psicopatia)
Efeitos negativos causados pela prisão sobre pessoa reclusa
“O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passado este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto.”
(Fernando Pessoa)
A explicação do desvio padrão é que a natureza do comportamento desviante varia muito do passado ao presente e de uma sociedade para outra.
Segundo Freud, diz que muito do nosso sentido de moralidade dos auto-constragimentos aprendidos na infância, durante a fase de desenvolvimento do complexo de Édipo.
Mas de relevância forte e cada vez mais plausível, não menosprezar, é que na teoria sociológica, as divergências de riqueza e de poder na sociedade que influenciam fortemente as oportunidades abertas a grupos diferentes. Crimes como o roubo e o assalto são principalmente cometidos por pessoas dos segmentos mais pobres da população.
Ora, o indivíduo, na qualidade de desviante” ou referenciado com um “comportamento desviante”, pode ser não mais que um sujeito marginalizado, desde o” berço” até ao colo que o recebeu, e então há que o ressocializar, para deste modo seja um sujeito integrante no meio social em que está inserido.
O trabalho em rede é considerado importante por todos os estabelecimentos prisionais, fundamentando-se por considerarem entre outras, que a envolvência e co-responsabilização de várias instituições de sociedade civil na reinserção social constitui uma mais valia na inserção e permite uma actuação nas várias necessidades do recluso e da família, através do aumento das possibilidades de resposta.
Ensino, Formação Profissional, Ocupação Laboral, Actividades Sócio Culturais e Desportivas, Protocolos, Festival inter-prisões
«Estão presos, têm todo o tempo do mundo e nós não temos pressa de lhes dar diplomas, queremos sim que adquiram competências, sobretudo sociais”.
O psicólogo clínico conta que quando se inscrevem, muitos reclusos querem «enganar o sistema, para dar impressão de bom comportamento, depois enganam-se a si próprios e rapidamente começam a gostar. Isso é crescer.
Tempos atrás, em que os direitos dos homens não existiam ou mesmo eram substimados, quando os individuos prevaricadores,eram tratados como seres despresiveis. Estes, eram enjaulados e maltrados de uma forma brutal e desumana:
Castigo na Idade das Trevas
Instrumentos de Execução, Instrumentos Letais de Tortura, Instrumentos de Interrogatório, Instrumentos de Mutilação, Instrumentos de Açoitamento
Na Actualidade
Actualmente, os homens/mulheres e jovens que já respondem pelos seus actos perante a sociedade, têm à mercê meios de reabilitação adequada para uma integração social.
Mas a mortificação do ego e a prisionalização do indivíduo, “dessocialização” do ser humano, A repressão do instinto sexual, rótulo, depressão e os mais variados tipos de psicoses também são conseqüências desse encarceramento.
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