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Exibicionismo do "dia do vizinho" e combate contra o isolamento

Por experiência própria, tida ao longo de anos, tanto a nível profissional com voluntária( Visitas Domíciliárias e Combate ao Isolamento), e como vizinha que sempre fui, argumento com todo o respeito:

"A Festa dos Vizinhos surgiu em Portugal há cinco anos, mas nasceu em 1999 em Paris (França), quando foi criado um grupo de amigos, a associação "Amigos de Paris", para mobilizar as pessoas no combate contra o isolamento, estendendo-se a 15 países da União Europeia." Site: aeiou.expresso.pt/comemoracoes-do-dia-mundial-dos-vizinhos=f584643

Os senhores(as),com objectivo de destaque social, económico, politico e competividade para "aquecerem cadeiras", valem-se das fragilidades culturais e económicas dos arrendatários dos bairros sociais e inclusive destacam-se nos jornais e em geral nos mass media como beneméritos da acção!

A " perfomance" do " Dia do Vizinho" é quase como o "Dia de Natal", só que o "Pai Natal" é um mito e os nossos vizinhos não são mitos e sim REAIS, MUITO REAIS!

Em vez de trabalharem em função da cor política na àrea Habitacional Social, e quem tem acesso à autonomia burocrática para se lembrar dos "vizinhos" carênciados, no Mês de Maio de cada ano, porque não se preocupam inicialmente, na integração destes, persistirem em incutir a necessidade de que o homem moreniano é relacional e social, portanto a inter-relação entre as pessoas é o pilar ... das relações sociais.

Desde o início do sec. passado, que existe a inserção do sugeito nas habitações sociais, e só agora é que se preocupam com a"Festa do Vizinho"?

Primeiro constroem os "ideais" da habitação social, nos gabinetes, sem que recolham dados das necessidades de intervenção das relações inter-relacionais com os supostos vizinhos: credos, ideologias, depressões e suas consequências daí resultantes assim como doenças cronicas, entre outras.

Esta intervenção deveria fazer parte da triagem, formação e integração na "nova família" a ser inserida com outros vizinhos já veteranos na àrea.

Não é só fazer o contrato de arrendamento, dar a chave e exigir a renda e sim apoia-los nos primeiros tempos na boa integração com os demais vizinhos.

Não esquecer, que nós os portugueses, temos como bom costume o de ser um ser relacional e solidário por natureza com o seu próximo, inclusive os idosos (com isolamento), têm como apoio os seus cuidadores informais (vizinhos e família).

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