- Refere-se à brutal realidade dos maus tratos infligidos a idosos, partindo dos cuidadores informais e formais. Devido aos apoios que são concedidos aos cuidadores (reformas, rendimentos mínimos, abonos complementares, entre outros), os idosos são cada vez mais tidos como uma mais-valia económica, sendo descurada a componente humana.
- É de uma preocupação alarmante como o idoso é representado na sociedade portuguesa. Este é tido como um estorvo familiar, associado a uma ajuda/dependência financeira do agregado familiar e visto como uma oportunidade de negócio pelas muitas instituiçoes de apoio à terceira idade.
- O abandono do idoso, está ligado à sua prisão nas habitações familiares e instituições. Estão isolados da sociedade e do contacto com a sua história de vida.
- Os idosos que têm quem passeie com eles fora das instituições, o que é necessário e também saudável em termos cognitivos, serão poucos ou nenhuns. Sabemos que as instituições, têm como obrigatoriedade legal sairem com estes mas apenas o fazem para os encaminharem às consultas e ainda urgências hospitalares.
Seria interessante obter dados estatísticos sobre a percentagem de idosos instituicionalizados e as suas actividades lúdicas, como por exemplo, visitas a monumentos, teatros, novas cidades, ginástica adaptada, entre outras. Crê-se que as mensalidades cobradas cheguem para estes "extras", certo?
- O mais grave, como pessoa formada em Psicologia que sou, e ainda, como voluntária em visitas domiciliarias aos idosos, a análise dos factos sobre as próprias auxiliares das instituições, a maioria destas, não AMAM OS IDOSOS, e trabalham, sim, porque é o seu trabalho e poucas são as que AMAM O SEU TRABALHO.
- Estas, não são submetidas a testes de diagnóstico psicologicos na detecção de psicoses, neuroses e ainda detecção de estados depressivos ou depressões. Ainda, de que estas, por norma não possuem ferramentas na àrea geriátrica, adquiridas em formações, antes do exercício das suas actividades profissionais. Estas são importantes na medida em que se abordam conhecimentos acerca das doenças crónicas e das questões ligadas à degradação normal da idade avançada.
Em registo conclusivo:
Espero, que num futuro a médio prazo exista lesgilação de que quem se predispõe a gerir, administrar ou a ser responsável por um lar, em que além do alvará deferido - arquitectónico, questões de segurança, equipamentos, seja também exigido legalmente formação académica e ainda prática, de todos os intervenientes ligados à actividade.
O objectivo de um lar deveria representar na lei, sociedade e para os próprios utentes a DIGNIDADE na morte e não, estar à espera de morrer.
Em relação aos AFECTOS, os que têm o prazer de serem tocados, abraçados e beijados são uma minoria, mesmo os idosos no fim de linha de vida (paliativos).
Isto são pequenas verdades REAIS e não mitos.
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